How Could I Have Doubted

Como pude ter duvidado

Parei de te procurar
Parei de te esperar
Parei de morrer por ti
e comecei a morrer por mim
envelheci rapidamente
engordei no rosto
e emagreci na pança
e esqueci que um dia te amei
eu era velho
não tinha foco, nem missão
só comia e comprava
roupas mais e mais largas
e esqueci porque odiava
cada momento que devia passar comigo mesmo
Por que voltou pra mim essa noite?
sequer consigo levantar dessa cadeira
lágrimas escorrem em meu rosto
estou apaixonado novamente
posso viver desse jeito

How Could I Have Doubted

I stopped looking for you
I stopped waiting for you
I stopped dying for you
and I started dying for myself
I aged rapidly
I became fat in the face
and soft in the gut
and I forgot that I’d ever loved you
I was old
I had no focus, no mission
I wandered around eating and buying
bigger and bigger clothes
and I forgot why I hated
every long moment that was mine to fill
Why did you come back to me tonight
I can’t even get off this chair
Tears run down my cheeks
I am in love again
I can live like this

The Cold

O frio

O frio se apodera de mim
e eu tremo
O vinho
derruba minhas lágrimas
A noite me põe na cama
e as tristezas
fortalecem minha decisão
Seu nome está queimando
debaixo de uma estátua
Mesmo quando estava com você
queria estar aqui
A chuva solta meu cinto
O vento dá uma forma
à sua ausência
Entro e saio
do Único Coração
que não luta mais
para ficar livre

The Cold

The cold seizes me
and I shiver
The wine
overthrows my tears
The night puts me to bed
and the sorrows
strengthen my resolve
Your name is burning
under a statue
Even when I was with you
I wanted to be here
The rain unhooks my belt
The wind gives a shape
to your absence
I move in and out
of the One Heart
no longer struggling
to be free

A Magic Cure

Uma cura mágica

Levanto tarde
O dia está perdido
Não dou a benção ao galo
Não levo as mãos à água
Aí está escuro
e olho para todos os pontos
da rua St. Denis
Até falo de religião
com os outros vagabundos
que, como eu, estão atrás de novas mulheres
Na cama adormeço
no meio de um Salmo
que estou lendo
para um cura mágica.

A Magic Cure

“I get up too late
The day is lost
I don’t bless the rooster
I don’t raise my hands to the water
Then it’s dark
and I look into all the spots
on rue St-Denis
I even talk religion
to the other wastrels
who, like me, are after new women
In bed I fall asleep
in the middle of a Psalm
which I am reading
for a magic cure

– Montreal, 1975

Basket

Cesto

Você devia ir
de lugar a lugar
recuperando os poemas
que foram escritos para ti,
aqueles que você pode pôr sua assinatura.
Não discuta esses assuntos
com ninguém.
Recupere. Recupere.
Quando o cesto estiver cheio
alguém a quem você
possa oferecê-lo irá aparecer.
Ela irá desfraldar sua longa saia
e se sentar
numa pedra negra
e seu cesto irá sacolejar
como um cisco sob a luz do sol
no imenso panorama
do colo dela.

Basket

You should go
from place to place
recovering the poems
that have been written for you,
to which ou can affix your signature.
Don’t discuss these matters
with anyone.
Retrieve. Retrieve.
When the basket is full
someone will appear
to whom you can present it.
She will spread her wide skirt
and sit down
on a black stone
and your basket will bounce
like a speck in sunlight
on the immense landscape
of her lap.

How to Speak Poetry

Como falar poesia

Tome a palavra borboleta. Para utilizar essa palavra não é necessário que a voz pese menos que uma onça ou dar a ela asinhas cheias de pó. Não é necessário criar um dia ensolarado ou um campo cheio de narcisos. Não é necessário estar apaixonado ou amar borboletas. A palavra borboleta não é uma borboleta de verdade. Há a palavra e há a borboleta. Se você confundir essas duas coisas, as pessoas têm o direito de rir de você. Não dê tanto crédito à palavra. Você está tentando sugerir que ama as borboletas mais do que tudo, ou que na verdade entende a natureza delas? A palavra borboleta é meramente um dado. Não é chance que você tem para pairar, voar, ajudar as flores, simbolizar beleza e fragilidade, ou personificar, de um modo ou de outro, uma borboleta. Não invente palavras. Nunca invente palavras. Nunca tente alçar voo quando fala sobre voar. Nunca feche os olhos e vire o rosto quando fala sobre morte. Não pregue seus olhos flamejantes nos meus quando fala sobre amor. Se quiser me impressionar enquanto fala sobre amor, coloque as mãos nos bolsos ou por baixo do vestido e brinque com você mesma. Se a ambição e o apetite por aplausos te levaram a falar sobre amor, você deveria aprender como fazer isso sem desgraçar aquilo que fala ou você mesma.

Qual é a expressão que a era demanda? A era nunca demanda expressão alguma. Vimos fotografias de mães asiáticas enlutadas. Não estamos interessados na agonia de seus órgãos ineptos. Não há nada em seu rosto que represente o horror dessa época. Sequer tente. Você apenas ficará à margem daqueles que sentiram as coisas à fundo. Temos visto notícias de humanos que sentem os extremos da dor e do deslocamento. Todos sabem que você come bem e está sendo pago pra ficar ali de pé. Você está brincando com pessoas que estiveram no meio da catástrofe. Isso deveria te manter quieto. Diga as palavras, transfira a data, saia daí. Todos sabem que você sofre. Você não pode dizer à plateia tudo o que sabe sobre amor em cada verbo de que profere. Saia daí e eles entenderão o que você sabe porque você já sabe. Você não tem nada a ensinar a eles. Você não é mais belo que eles. Não é mais sábio. Não grite com eles. Não tente entrar no seco. Isso é sexo ruim. Se você mostrar as linhas de suas genitais, então entregue o que prometeu. E lembre-se que as pessoas não querem um acrobata na cama. O que nós queremos? Queremos estar perto do homem natural, perto da mulher natural. Não finja ser uma cantora adorada, cujo vasto e leal público percorreu os altos e baixos da sua carreia até esse exato momento. As bombas, os lança-chamas e toda a merda destruíram mais que apenas algumas árvores e vilas. Eles também destruíram o palco. Você acha que sua profissão escaparia da destruição geral? Não há mais palco. Não há mais iluminação. Você está no meio do povo. Portanto, seja modesta. Seja você mesma. Fique em seu próprio quarto. Não force a própria barra.

Este é um panorama interior. Está dentro. É privado. Respeite a privacidade de conteúdo. Esses pedaços foram escritos no silêncio. A coragem da peça é proferi-los. A disciplina da peça é não violá-los. Deixe que a plateia sinta seu amor à disciplina mesmo que haja privacidade. Sejam putas boazinhas. Um poema não é um slogan. Não posso anunciá-lo. Ele não pode te dar a reputação de que é uma pessoa com sensibilidade. Você não é uma famosa. Você não é uma assassina. Todos este lixo sobre os gangsters do amor. Você é estudante da disciplina. Não invente palavras. As palavras morrem quando você as inventa, elas secam e somos deixados com nado, exceto sua ambição.

Profira as palavras com a precisão exata de quem confere a lista de roupas da lavanderia. Não fique sentimental por conta da blusa laceada. Não tenha uma ereção quando disser calcinhas. Não tenha arrepios só por causa da toalha. Os lençóis não deviam provocar uma expressão onírica a respeito dos olhos. Não há necessidade de chorar em seu lenço. As meias não existem para te lembrar de distantes e estranhas viagens. É apenas sua roupa suja. Não espie entre elas. Apenas as vista.

O poema não é nada exceto informação. É a constituição do país interior. Se você declamá-lo e espalhá-lo com nobres intenções, nesse caso você não é melhor que os políticos que despreza. Você é apenas alguém sacudindo uma bandeira e fazendo o apelo mais barato de patriotismo emotivo. Pense nas palavras como ciência, não arte. Elas são uma informação. Você está falando diante de uma plateia do Clube de Exploradores da Sociedade da National Geographic. Todas essas pessoas sabem do risco de escalar uma montanha. Eles te respeitam ao ter isso como certeza. Se você esfregar isso na cara deles, eles se sentirão insultados pela hospitalidade que te ofereceram. Conte a eles sobre a altura da montanha, o equipamento que utilizou, seja específico em relação às superfícies e o tempo que levou para escalar. Não incite suspiros na plateia. Se você for digno de suspiros, não será da sua avaliação do evento, será da avaliação deles. Estará nas estatísticas e não no tremor da sua voz ou do movimento da sua mão, cortando o ar. Estará nos dados e na quieta organização da sua presença.

Evite floreios. Não tenha medo de ser fraca. Não tenha vergonha de estar cansada. Sua aparência é agradável quando está cansada. Parece que, desse jeito, você poderia seguir em frente eternamente. Agora venha até meus braços. Você é a imagem da minha beleza.

How to Speak Poetry

Take the word butterfly. To use this word it is not necessary to make the voice weigh less than an ounce or equip it with small dusty wings. It is not necessary to invent a sunny day or a field of daffodils. It is not necessary to be in love, or to be in love with butterflies. The word butterfly is not a real butterfly. There is the word and there is the butterfly. If you confuse these two items people have the right to laugh at you. Do not make so much of the word. Are you trying to suggest that you love butterflies more perfectly than anyone else, or really understand their nature? The word butterfly is merely data. It is not an opportunity for you to hover, soar, befriend flowers, symbolize beauty and frailty, or in any way impersonate a butterfly. Do not act out words. Never act out words. Never try to leave the floor when you talk about flying. Never close your eyes and jerk your head to one side when you talk about death. Do not fix your burning eyes on me when you speak about love. If you want to impress me when you speak about love put your hand in your pocket or under your dress and play with yourself. If ambition and the hunger for applause have driven you to speak about love you should learn how to do it without disgracing yourself or the material.

What is the expression which the age demands? The age demands no expression whatever. We have seen photographs of bereaved Asian mothers. We are not interested in the agony of your fumbled organs. There is nothing you can show on your face that can match the horror of this time. Do not even try. You will only hold yourself up to the scorn of those who have felt things deeply. We have seen newsreels of humans in the extremities of pain and dislocation. Everyone knows you are eating well and are even being paid to stand up there. You are playing to people who have experienced a catastrophe. This should make you very quiet. Speak the words, convey the data, step aside. Everyone knows you are in pain. You cannot tell the audience everything you know about love in every line of love you speak. Step aside and they will know what you know because you know it already. You have nothing to teach them. You are not more beautiful than they are. You are not wiser. Do not shout at them. Do not force a dry entry. That is bad sex. If you show the lines of your genitals, then deliver what you promise. And remember that people do not really want an acrobat in bed. What is our need? To be close to the natural man, to be close to the natural woman. Do not pretend that you are a beloved singer with a vast loyal audience which has followed the ups and downs of your life to this very moment. The bombs, flame-throwers, and all the shit have destroyed more than just the trees and villages. They have also destroyed the stage. Did you think that your profession would escape the general destruction? There is no more stage. There are no more footlights. You are among the people. Then be modest. Speak the words, convey the data, step aside. Be by yourself. Be in your own room. Do not put yourself on.

This is an interior landscape. It is inside. It is private. Respect the privacy of the material. These pieces were written in silence. The courage of the play is to speak them. The discipline of the play is not to violate them. Let the audience feel your love of privacy even though there is no privacy. Be good whores. The poem is not a slogan. It cannot advertise you. It cannot promote your reputation for sensitivity. You are not a stud. You are not a killer lady. All this junk about the gangsters of love. You are students of discipline. Do not act out the words. The words die when you act them out, they wither, and we are left with nothing but your ambition.

Speak the words with the exact precision with which you would check out a laundry list. Do not become emotional about the lace blouse. Do not get a hard-on when you say panties. Do not get all shivery just because of the towel. The sheets should not provoke a dreamy expression about the eyes. There is no need to weep into the handkerchief. The socks are not there to remind you of strange and distant voyages. It is just your laundry. It is just your clothes. Don't peep through them. Just wear them.

The poem is nothing but information. It is the Constitution of the inner country. If you declaim it and blow it up with noble intentions then you are no better than the politicians whom you despise. You are just someone waving a flag and making the cheapest kind of appeal to a kind of emotional patriotism. Think of the words as science, not as art. They are a report. You are speaking before a meeting of the Explorers' Club of the National Geographic Society. These people know all the risks of mountain climbing. They honour you by taking this for granted. If you rub their faces in it that is an insult to their hospitality. Tell them about the height of the mountain, the equipment you used, be specific about the surfaces and the time it took to scale it. Do not work the audience for gasps ans sighs. If you are worthy of gasps and sighs it will not be from your appreciation of the event but from theirs. It will be in the statistics and not the trembling of the voice or the cutting of the air with your hands. It will be in the data and the quiet organization of your presence.

Avoid the flourish. Do not be afraid to be weak. Do not be ashamed to be tired. You look good when you're tired. You look like you could go on forever. Now come into my arms. You are the image of my beauty.

Nevermind

Deixa pra lá

The war was lost
The treaty signed
I was not caught
I crossed the line

I was not caught
Though many tried
I live among you
Well disguised

I had to leave
My life behind
I dug some graves
You’ll never find

The story’s told
With facts and lies
I had a name
But never mind

Never mind
Never mind
The war was lost
The treaty signed

There’s truth that lives
And truth that dies
I don’t know which
So never mind

Your victory
Was so complete
That some among you
Thought to keep

A record of
Our little lives
The clothes we wore
Our spoons our knives

The games of luck
Our soldiers played
The stones we cut
The songs we made

Our law of peace
Which understands
A husband leads
A wife commands

And all of this
Expressions of
The Sweet Indifference
Some call Love

The High Indifference
Some call Fate
But we had Names
More intimate

Names so deep
and Names so true
They’re blood to me
They’re dust to you

There is no need
That this survive
There’s truth that lives
And truth that dies

Never mind
Never mind
I live the life
I left behind

There’s truth that lives…

I could not kill
The way you kill
I could not hate
I tried I failed

You turned me in
At least you tried
You side with them
Whom you despise

This was your heart
This swarm of flies
This was once your mouth
This bowl of lies

You serve them well
I’m not surprised
You’re of their kin
You’re of their kind

Never mind
Never mind
The story’s told
With facts and lies
You own the world
So never mind

Never mind
Never mind
I live the life
I left behind

I live it full
I live it wide
Through layers of time
You can’t divide

My woman’s here
My children too
Their graves are safe
From ghosts like you

In places deep
With roots entwined
I live the life
I left behind

A guerra foi perdida
O pacto assinado
Não fui capturado
Cruzei a fronteira

Não fui capturado
Apesar de muitos tentarem
Vivo ao seu lado
Bem disfarçado

Tive que deixar
Minha vida pra trás
Cavei algumas covas
Que você nunca encontrará

A história foi contada
Com fatos e mentiras
Eu tive um nome
Mas deixa pra lá

Deixa pra lá
Deixa pra lá
A guerra foi perdida
O pacto assinado

Há verdades que persistem
E verdades que morrem
Não sei quais são
Então deixa pra lá

Sua vitória
Foi tão completa
Que alguns do seu meio
Pensaram em guardar

Uma recordação
de nossas vidinhas
As roupas que vestimos
Nossas colheres e facas

Os jogos de sorte
Que nossos soldados jogavam
As pedras que lascamos
As canções que compomos

Nossa lei de paz
Que deixa a saber
Que um marido lidera
Uma esposa comanda

E tudo isso são
Expressões da
Doce Indiferença
Que alguns chamam de amor

A Grande Indiferença
Alguns chamam de Destino
Mas designávamos Nomes
Mais íntimos

Nomes tão profundos
E Nomes tão honestos
Que são sangue pra mim
Que são pó pra ti

Não há necessidade
Disso sobreviver
Há verdades que persistem
E verdades que morrem

Deixa pra lá
Deixa pra lá
Eu vivo a vida
Que deixei pra trás

Há verdades que persistem...

Não poderia matar
Como você matou
Não poderia odiar
Tentei e falhei

Você me converteu
Pelo menos tentou
Você foi pro lado daqueles
Que você despreza

Este foi seu coração
Esta nuvem de moscas
Era uma vez esta sua boca
Esta tigela de mentiras

Você os serviu bem
Não estou surpreso
Você é da laia deles
Você é do tipo deles

Deixa pra lá
Deixa pra lá
A história é contada
Com fatos e mentira
O mundo é seu
Então deixa pra lá

Deixa pra lá
Deixa pra lá
Eu vivo a vida
Que deixei pra trás

Vivo por completo
Vivo abertamente
Pelas camadas do tempo
Que não é capaz de quebrar

Minha mulher está aqui
Meus filhos também
Suas sepulturas estão seguras
De fantasmas como tu

Em lugares fundos
Com raízes entrelaçadas
Vivo a vida
Que deixei pra trás

My Oh My

Nossa, minha nossa

Wasn’t hard to love you
Didn’t have to try
Wasn’t hard to love you
Didn’t have to try
Held you for a little while
My Oh My Oh My

Drove you to the station
Never asked you why
Drove you to the station
Never asked you why
Held you for a little while
My Oh My Oh My

All the boys are waving
Trying to catch your eye
All the boys are waving
Trying to catch your eye
Held you for a little while
My Oh My Oh My

Wasn’t hard to love you
Didn’t have to try
Wasn’t hard to love you
Didn’t have to try
Held you for a little while
My Oh My Oh My

Te amar não foi difícil
Sequer tive que tentar
Te amar não foi difícil
Sequer tive que tentar
Segurei você por um instante
Nossa, nossa, minha nossa

Levei você à estação
Nunca te perguntei por quê
Levei você à estação
Nunca te perguntei por quê
Segurei você por um instante
Nossa, nossa, minha nossa

Todos os garotos acenam
Tentando chamar sua atenção
Todos os garotos acenam
Tentando chamar sua atenção
Segurei você por um instante
Nossa, nossa, minha nossa

Te amar não foi difícil
Sequer tive que tentar
Te amar não foi difícil
Sequer tive que tentar
Segurei você por um instante
Nossa, nossa, minha nossa

Did I Ever Love You

Já te amei?

Did I ever love you
Did I ever need you
Did I ever fight you
Did I ever want to

Did I ever leave you
Was I ever able
Are we still leaning
Across the old table

Did I ever love you…

Was it ever settled
Was it ever over
And is it still raining
Back in November

The lemon trees blossom
The almond trees whither
Was I ever someone
Who could love you forever

Was it ever settled
Was it ever over
And is it still raining
Back in November

The lemon trees blossom
The almond trees whither
It’s Spring and it’s Summer
And it’s Winter forever

Did I ever love you
Does it really matter
Did I ever fight you
You don’t need to answer

Did I ever leave you
Was I ever able
Are we still leaning
Across the old table

Did I ever love you…

Já te amei?
Já precisei de ti?
Já briguei com você?
Já quis você ?

Já deixei de você?
Já fui capaz?
Ainda estamos inclinados
Sobre a velha mesa?

Já te amei...

Isso já foi selado?
Isso já acabou?
E ainda está chovendo
Agora em Novembro?

Os limoeiros florescem
As amendoeiras secam
Já fui alguém
Que poderia te amar pra sempre?

Isso já foi selado?
Isso já acabou?
E ainda está chovendo
Agora em Novembro?

Os limoeiros florescem
As amendoeiras secam
Já fui alguém
Que poderia te amar pra sempre?

Já te amei?
Isso realmente importa?
Já briguei com você?
Não precisa responder

Já deixei de você?
Já fui capaz?
Ainda estamos inclinados
Sobre a velha mesa?

Já te amei...

 

A Street

A Street - Uma rua

I used to be your favorite drunk
Good for one more laugh
Then we both ran out of luck
Luck was all we ever had
You put on a uniform
To fight the Civil War
You looked so good I didn’t care
What side you’re fighting for

It wasn’t all that easy
When you up and walked away
But I’ll save that little story
For another rainy day
I know the burden’s heavy
As you wheel it through the night
Some people say it’s empty
But that don’t mean it’s light

You left me with the dishes
And a baby in the bath
You’re tight with the militias
You wear their camouflage
You always said we’re equal
So let me march with you
Just an extra in the sequel
To the old red white and blue

Baby don’t ignore me
We were smokers we were friends
Forget that tired story
Of betrayal and revenge
I see the Ghost of Culture
With numbers on his wrist
Salute some new conclusion
Which all of us have missed

I cried for you this morning
And I’ll cry for you again
But I’m not in charge of sorrow
So please don’t ask me when
There may be wine and roses
And magnums of champagne
But we’ll never no we’ll never
Ever be that drunk again

The party’s over
But I’ve landed on my feet
I’ll be standing on this corner
Where there used to be a street

Eu fui seu bêbado favorito
Bom para mais uma risada
Então ficamos sem sorte
E sorte era tudo o que tínhamos
Você botou a farda
Para lutar na Guerra Civil
Você estava tão linda que nem me importei
Em saber por qual lado lutava

Não foi assim tão fácil
Quando você se levantou e partiu
Mas guardarei aquela pequena história
Para outro dia de chuva
Sei que o fardo é pesado
Enquanto o carrega noite adentro
Alguns dizem que ele está vazio
Mas isso não significa que é leve

Você me deixou com os pratos sujos
E um bebê na banheira
Você está engajada com as milícias
Você enverga a camuflagem deles
Você sempre disse que somos iguais
Então me deixe marchar ao seu lado
Apenas um extra nesta igualdade
Ao velho vermelho, branco e azul

Baby, não me ignore
Somos fumantes, somos amigos
Esqueça aquela história rota
De traição e vingança
Vejo o Fantasma da Cultura
Com números em seu pulso
Saúdo alguma nova conclusão
que talvez deixamos passar

Chorei por você esta manhã
E chorarei ainda mais
Mas não mando na tristeza
Então não me peça pra escolher a hora
Pode haver rosas e vinho
E litros de champanhe
Mas nunca, jamais ficaremos
tão bêbados como daquela vez

A festa acabou
Mas vou me recuperar
Vou ficar de pé nessa esquina
Onde uma rua costumava cruzar

Samson in New Orleans

Samson in New Orleans - Sansão em Nova Orleans

You said that you were with me
You said you were my friend
Did you really love the city
Or did you just pretend

You said you loved her secrets
And her freedoms hid away
She was better than America
That’s what I heard you say

You said how could this happen
You said how can this be
The remnant all dishonored
On the bridge of misery

And we who cried for mercy
From the bottom of the pit
Was our prayer so
damn unworthy
The Son rejected it?

So gather up the killers
Get everyone in town
Stand me by those pillars
Let me take this temple down

The king so kind and solemn
He wears a bloody crown
So stand me by that column
Let me take this temple down

You said how could this happen
You said how can this be
The chains are gone from heaven
The storms are wild and free

There’s other ways to answer
That certainly is true
Me, I’m blind with death and anger
And that’s no place for you

There’s a woman in the window
And a bed in Tinsel Town
I’ll write you when it’s over
Let me take this temple down

Você disse que estava comigo
Disse que era meu amigo
Você ama mesmo a cidade
Ou apenas finge?

Você disse que amava os segredos dela
E suas liberdades escondidas
Ela era melhor que a América
Isso ouvi da sua boca

Você se perguntou como isso pôde acontecer
Você se perguntou como isso pode ser assim
Todos os remanescentes desonrados
Na ponte da miséria

E nós que do fundo do poço
Gritamos por misericórdia
Nossas preces eram assim
tão indignas
para O Filho rejeitá-las?

Reúnam-se, então, assassinos
Tragam todos à cidade
Deixe-me ali naquela coluna
Deixe-me derrubar este templo

O rei tão bom e solene
Usa uma coroa banhada em sangue
Deixe-me naquela coluna
Deixe eu derrubar este templo

Você se perguntou como isso pôde acontecer
Você se perguntou como isso pode ser assim
As correntes se foram do paraíso
As tempestades são selvagens e correm soltas

Há outras respostas
que certamente são verdade
Eu, estou cego pela morte e raiva
E este não é lugar pra você

Há uma mulher na janela
E uma cama na Tinsel Town
Escreverei pra você quando tudo acabar
Deixe-me derrubar este templo