2014

The Letters

As cartas

You never liked to get
The letters that I sent.
But now you've got the gist
Of what my letters meant.
You're reading them again,
The ones you didn't burn.
You press them to your lips,
My pages of concern.
I said there'd been a flood.
I said there's nothing left.
I hoped that you would come.
I gave you my address.
Your story was so long,
The plot was so intense,
It took you years to cross
The lines of self-defense.
The wounded forms appear:
The loss, the full extent;
And simple kindness here,
The solitude of strength.
You walk into my room.
You stand there at my desk,
Begin your letter to
The one who's coming next

Você nunca gostou de receber
as cartas que mandei.
Mas agora finalmente entendeu
o que elas diziam.
Você as lê novamente,
aquelas que não incendiou.
Você as coloca em seus lábios,
minhas páginas de afeto.
Disse que houve uma inundação.
Disse que nada sobrou.
Esperava que você viesse.
Te dei meu endereço.
Sua história era muito longa,
seu enredo era muito intenso,
você levou anos para cruzar
as linhas da autodefesa.
Os aspectos dos ferimentos apareceram:
a perda, a extensão completa;
e simples bondade aqui,
a solidão da força.
Você entra em meu quarto.
Para na frente da minha mesa,
Começa a carta para
aquele que será o próximo.

Because Of

Por conta

Because of a few songs
Wherein I spoke of their mystery,
Women have been
Exceptionally kind
to my old age.
They make a secret place
In their busy lives
And they take me there.
They become naked
In their different ways
and they say, "Look at me, Leonard
Look at me one last time."
Then they bend over the bed
And cover me up
Like a baby that is shivering.

Por conta de umas poucas canções
nas quais revelei alguns de seus mistérios,
as mulheres têm sido
excepcionalmente bondosas
à minha velha idade.
Elas arranjam um lugar secreto
em suas vidas ocupadas
e me levam lá.
Elas ficam nuas
de suas próprias maneiras
e me dizem, “Olhe para mim, Leonard,
olhe pra mim pela última vez”.
Então elas se curvam na cama
e me cobrem
como um bebê que tem calafrios.

Go No More A-Roving

Perambular nunca mais

So we'll go no more a-roving
So late into the night,
Though the heart be still as loving,
And the moon be still as bright.
For the sword outwears its sheath,
And the soul outwears the breast,
And the heart must pause to breathe,
And love itself have rest.
Though the night was made for loving,
And the day returns too soon,
Yet we'll go no more a-roving
By the light of the moon.

Não iremos mais perambular
tão tarde da noite,
mesmo que o coração continue amando
e a lua siga brilhando.
Porque a espada marca a bainha,
e a alma desgasta o peito,
e o coração deva parar para respirar,
e o amor próprio tenha sobrado.
Mesmo que a noite tenha sido feita para amar,
e o sol volte a brilhar em breve,
mesmo assim não iremos mais perambular
sob a luz da lua.

Land of Plenty

Terra de fartura

Don't really know who sent me
To raise my voice and say:
May the lights in The Land of Plenty
Shine on the truth some day.

I don't know why I come here,
Knowing as I do,
What you really think of me,
What I really think of you.

For the millions in a prison,
That wealth has set apart -
For the Christ who has not risen,
From the caverns of the heart -

For the innermost decision,
That we cannot but obey -
For what's left of our religion,
I lift my voice and pray:
May the lights in The Land of Plenty
Shine on the truth some day.

I know I said I'd meet you,
I'd meet you at the store,
But I can't buy it, baby.
I can't buy it anymore.

And I don't really know who sent me,
To raise my voice and say:
May the lights in The Land of Plenty
Shine on the truth some day.

I don't know why I come here,
knowing as I do,
what you really think of me,
what I really think of you.

For the innermost decision
That we cannot but obey
For what's left of our religion
I lift my voice and pray:
May the lights in The Land of Plenty
Shine on the truth some day.

Não sei realmente quem mandou
eu erguer minha voz e dizer:
Que possam as Luzes da Fartura
brilharem um dia com a verdade.

Não sei por que estou aqui,
sabendo como sei
o que realmente você pensa de mim,
o que realmente acho de você.

Pelos milhares de presos,
cuja riqueza foi separada –
pelo Cristo que não se levantou
das cavernas do coração.

Pela mais íntima decisão,
da qual não podemos desobedecer –
por aquilo que sobrou da nossa religião,
elevo minha voz e rezo:
Que possam as Luzes da Fartura
brilharem um dia com a verdade.

Sei que disse que te encontrei,
que te encontrei na loja,
mas não posso mais comprar, baby.
Não posso mais comprar.

Não sei realmente quem mandou
eu erguer minha voz e dizer:
Que possam as Luzes da Fartura
brilharem um dia com a verdade.

Não sei por que estou aqui,
sabendo como sei
o que realmente você pensa de mim,
o que realmente acho de você.

Pela mais íntima decisão,
da qual não podemos desobedecer –
por aquilo que sobrou da nossa religião,
elevo minha voz e rezo:
Que possam as Luzes da Fartura
brilharem um dia com a verdade.

Boogie Street

Rua Boogie

O Crown of Light, O Darkened One,
I never thought we'd meet.
You kiss my lips, and then it's done:
I'm back on Boogie Street.

A sip of wine, a cigarette,
And then it's time to go.
I tidied up the kitchenette;
I tuned the old banjo.
I'm wanted at the traffic-jam.
They're saving me a seat.
I'm what I am, and what I am,
Is back on Boogie Street.

And O my love, I still recall
The pleasures that we knew;
The rivers and the waterfall,
Wherein I bathed with you.
Bewildered by your beauty there,
I'd kneel to dry your feet.
By such instructions you prepare
A man for Boogie Street.

O Crown of Light, O Darkened One...

So come, my friends, be not afraid.
We are so lightly here.
It is in love that we are made;
In love we disappear.
Tho' all the maps of blood and flesh
Are posted on the door,
There's no one who has told us yet
What Boogie Street is for.

O Crown of Light, O Darkened One,
I never thought we'd meet.
You kiss my lips, and then it's done:
I'm back on Boogie Street.

A sip of wine, a cigarette,
And then it's time to go . . .

Soberano da Luz, Senhor do Escuro,
nunca pensei que nos encontraríamos.
Você beija meus lábios, e então está feito:
estou de volta à Rua Boogie.

Um gole de vinho, um cigarro,
então é hora de partir.
Arrumei a kitinete;
afinei o velho banjo.
Querem que eu esteja no engarrafamento.
Guardaram um lugar pra mim.
Sou o que sou, e o que sou
está de volta à Rua Boogie.

E meu amor ainda me lembra
dos prazeres que experimentamos;
Os rios e as cascatas
nas quais me banhei com você.
Aturdido pela sua beleza,
ajoelhei-me para secar seu pé.
Por tais instruções, você preparou
um homem para a Rua Boogie

Coroa de Luz, Senhor do Escuro...

Venham, meus amigos, não tenham medo.
Estamos tão leves aqui.
Nos constituímos no amor;
no amor desparecemos.
Mesmo que os mapas de carne e sangue
estejam pregados à porta,
não houve ninguém que nos dissesse
pra que serve a Rua Boogie.

Soberano da Luz, Senhor do Escuro,
nunca pensei que nos encontraríamos.
Você beija meus lábios, e então está feito:
estou de volta à Rua Boogie.

Um gole de vinho, um cigarro,
então é hora de partir.

You Have Loved Enough

Você amou o bastante

I said I'd be your lover.
You laughed at what I said.
I lost my job forever.
I was counted with the dead.

I swept the marble chambers,
But you sent me down below.
You kept me from believing
Until you let me know:

That I am not the one who loves -
It's love that seizes me.
When hatred with his package comes,
You forbid delivery.

And when the hunger for your touch
Rises from the hunger,
You whisper, "You have loved enough,
Now let me be the Lover."

I swept the marble chambers,
But you sent me down below.
You kept me from believing
Until you let me know:

That I am not the one who loves -
It's love that chooses me.
When hatred with his package comes,
You forbid delivery.

And when the hunger for your touch
Rises from the hunger . . .

Afirmei que fui seu amante
Você riu do que eu disse.
Perdi meu emprego pra sempre.
Meu nome estava no obituário.

Varri a sala de mármore,
mas você me mandou pra baixo.
Você não me deixou acreditar
até quando permitiu-me saber:

Que eu não sou aquele que ama –
é o amor que me escolhe.
Quando o pacote de ódio chega,
você proíbe a entrega.

Quando a vontade do seu toque
surge da vontade,
você suspira, “Você amou o bastante,
agora me deixe ser o amante”.

Varri a sala de mármore,
mas você me mandou pra baixo.
Você não me deixou acreditar
até quando permitiu-me saber:

Que eu não sou aquele que ama –
é o amor que me escolhe.
Quando o pacote de ódio chega,
você proíbe a entrega.

Quando a vontade do seu toque
surge da vontade...

Alexandra Leaving

O partir de Alexandra

Suddenly the night has grown colder.
The god of love preparing to depart.
Alexandra hoisted on his shoulder,
They slip between the sentries of the heart.

Upheld by the simplicities of pleasure,
They gain the light, they formlessly entwine;
And radiant beyond your widest measure
They fall among the voices and the wine.

It's not a trick, your senses all deceiving,
A fitful dream, the morning will exhaust -
Say goodbye to Alexandra leaving.
Then say goodbye to Alexandra lost.

Even though she sleeps upon your satin;
Even though she wakes you with a kiss.
Do not say the moment was imagined;
Do not stoop to strategies like this.

As someone long prepared
for this to happen,
Go firmly to the window. Drink it in.
Exquisite music. Alexandra laughing.
Your firm commitments tangible again.

And you who had the honor of her evening,
And by the honor had your own restored -
Say goodbye to Alexandra leaving;
Alexandra leaving with her lord.

Even though she sleeps upon your satin;
Even though she wakes you with a kiss.
Do not say the moment was imagined;
Do not stoop to strategies like this.

As someone long prepared
for the occasion;
In full command of every plan you wrecked -
Do not choose a coward's explanation
that hides behind the cause and the effect.

And you who were bewildered by a meaning;
Whose code was broken, crucifix uncrossed -
Say goodbye to Alexandra leaving.
Then say goodbye to Alexandra lost.

Say goodbye to Alexandra leaving.
Then say goodbye to Alexandra lost.

De repente a noite se tornou fria.
O deus do amor se preparando para partir.
Alexandra foi içada pelo ombro,
Escorregaram entre os sentinelas do coração.

Seguro pelas simplicidades do prazer,
eles alcançam a luz e sem forma se enlaçam
E muito mais radiantes do que já estiveram,
eles caem entre as vozes e o vinho.

Não é um truque, sua razão está te enganando,
um sonho incerto a manhã irá aniquilar –
Diga adeus à Alexandra, que agora parte.
Aí se despeça à Alexandra, que já se foi.

Mesmo que ela durma sobre seu cetim;
mesmo que ela te acorde com um beijo.
Não diga que isso é fruto da imaginação;
Não se curve a estratégias como essa.

Como alguém que por muito tempo
se preparou pra isso acontecer,
vá decidido à janela. Beba.
Música estranha. Alexandra ri.
Seus comprometimentos sérios tangíveis novamente.

E você que teve a honra do anoitecer dela,
E com essa honra você pôde restaurar a sua própria
Diga adeus à Alexandra, que agora parte.
Alexandra partindo com seu senhor.

Mesmo que ela durma sobre seu cetim;
mesmo que ela te acorde com um beijo.
Não diga que isso é fruto da imaginação;
Não se curve a estratégias como essa.

Como alguém que se preparou por
muito tempo pra isso acontecer,
No pleno comando de cada plano que você arruinou –
Não dê uma explicação covarde
escondida atrás da causa e efeito.

E você que ficou desorientado com o significado,
cujo código foi descoberto, crucifixo descruzado
Diga adeus à Alexandra, que agora parte.
Alexandra partindo com seu senhor.

Diga adeus à Alexandra, que agora parte.
Alexandra partindo com seu senhor.

By The Rivers Dark

Pelo rio de águas negras

By the rivers dark
I wandered on.
I lived my life
in Babylon.

And I did forget
My holy song:
And I had no strength
In Babylon.

By the rivers dark
Where I could not see
Who was waiting there
Who was hunting me.

And he cut my lip
And he cut my heart.
So I could not drink
From the river dark.

And he covered me,
And I saw within,
My lawless heart
And my wedding ring,

I did not know
And I could not see
Who was waiting there,
Who was hunting me.

By the rivers dark
I panicked on.
I belonged at last
to Babylon.

Then he struck my heart
With a deadly force,
And he said, 'This heart:
It is not yours.'

And he gave the wind
My wedding ring;
And he circled us
With everything.

By the rivers dark,
In a wounded dawn,
I live my life
In Babylon.

Though I take my song
From a withered limb,
Both song and tree,
They sing for him.

Be the truth unsaid
And the blessing gone,
If I forget
My Babylon.

I did not know
And I could not see
Who was waiting there,
Who was hunting me.

By the rivers dark,
Where it all goes on;
By the rivers dark
In Babylon.

Pelos rios de águas negras
naveguei.
Vivi minha vida
na Babilônia.

E esqueci da
minha canção sagrada:
eu não tinha forças
na Babilônia.

Pelos rios de águas negras
nos quais não podia ver
Quem me esperava lá
Quem estava me caçando.

E ele cortou meu lábio.
E cortou meu coração.
Não conseguia beber, portanto,
as águas negras do rio.

E ele me cobriu,
E vi o interior,
meu coração sem lei
e minha aliança de casado.

Eu não sabia
que não podia ver
quem me esperava lá,
quem estava me caçando.

Pelos rios de águas negras,
entrei em pânico.
Pertencia, ao menos,
à Babilônia.

Então, ele acertou meu coração
com uma força mortal,
e disse, “Este coração:
ele não é seu”.

E ele deu ao vento
minha aliança de casado;
E nos circundou
com todas as coisas.

Pelos rios de águas negras,
num amanhecer dolorido,
vivi minha vida
na Babilônia.

Apesar de ter tirado minha música
de um galho seco,
tanto a canção como a árvore,
elas cantam para ele.

Que a verdade não seja dita
e a benção não se cumpra,
se me esquecer
da Babilônia.

Eu não sabia
e não podia ver
quem me esperava lá,
quem estava me caçando.

Pelos rios de águas negras,
onde tudo isso acontece;
Pelos rios de águas negras
na Babilônia.

Love Itself

Amor próprio

The light came through the window,
Straight from the sun above,
And so inside my little room
There plunged the rays of Love.

In streams of light I clearly saw
The dust you seldom see,
Out of which the Nameless makes
A Name for one like me.

I'll try to say a little more:
Love went on and on
Until it reached an open door -
Then Love Itself
Love Itself was gone.

All busy in the sunlight
The flecks did float and dance,
And I was tumbled up with them
In formless circumstance.

I'll try to say a little more:
Love went on and on
Until it reached an open door -
Then Love Itself
Love Itself was gone.

Then I came back from where I'd been.
My room, it looked the same -
But there was nothing left between
The Nameless and the Name.

All busy in the sunlight
The flecks did float and dance,
And I was tumbled up with them
In formless circumstance.

I'll try to say a little more:
Love went on and on
Until it reached an open door -
Then Love itself,
Love Itself was gone.
Love Itself was gone.

A luz entrou pela janela,
direto do sol a brilhar
E no interior do meu quarto
se lançam os raios de amor.

Em faixos de luz vi claramente
a poeira que raramente se vê,
dos quais os Sem Nome criam
um Nome para alguém como eu.

Vou tentar dizer um pouco mais:
o Amor seguiu adiante
até que encontrasse uma porta aberta –
Então ame a si mesmo.
O amor próprio acabou.

Todos ocupados, sob a luz do sol
os flocos flutuam e dançam,
e fiquei brincando come eles
sob circunstância informe.

Vou tentar dizer um pouco mais:
o Amor seguiu adiante
até que encontrasse uma porta aberta –
Então ame a si mesmo.
O amor próprio acabou.

Voltei então de onde estive.
Meu quarto parecia o mesmo –
Mas não havia mais nada entre
Os Sem Nome e os com Nome.

Todos ocupados, sob a luz do sol
os flocos flutuam e dançam,
e fiquei brincando come elas
sob circunstância informe.

Vou tentar dizer um pouco mais:
o Amor seguiu adiante
até que encontrasse uma porta aberta –
Então ame a si mesmo.
O amor próprio acabou
O amor próprio acabou

Here It Is

Aqui está

Here is your crown
And your seal and rings;
And here is your love
For all things.

Here is your cart,
And your cardboard and piss;
And here is your love
For all of this.

May everyone live,
And may everyone die.
Hello, my love,
And my love, Goodbye.

Here is your wine,
And your drunken fall;
And here is your love.
Your love for it all.

Here is your sickness.
Your bed and your pan;
And here is your love
For the woman, the man.

May everyone live,
And may everyone die.
Hello, my love,
And, my love, Goodbye.

And here is the night,
The night has begun;
And here is your death
In the heart of your son.

And here is the dawn,
(Until death do us part);
And here is your death,
In your daughter's heart.

May everyone live,
And may everyone die.
Hello, my love,
And, my love, Goodbye.

And here you are hurried,
And here you are gone;
And here is the love,
That it's all built upon.

Here is your cross,
Your nails and your hill;
And here is your love,
That lists where it will

May everyone live,
And may everyone die.
Hello, my love,
And my love, Goodbye.

Aqui está sua coroa,
seu sinete e anéis;
E aqui está seu amor
para todas as coisas.

Aqui está seu carrinho,
seu papelão e sua urina;
E aqui está seu amor
para tudo isso.

Que todos possam viver,
e que todos possam morrer.
Olá, meu amor,
E, meu amor, adeus.

Aqui está seu vinho,
e sua queda embriagada.
E aqui está seu amor.
Seu amor pra tudo isso.

Aqui está sua doença,
sua cama e sua autoclave;
E aqui está seu amor
Para a mulher, o homem.

Que todos possam viver,
e que todos possam morrer.
Olá, meu amor,
E, meu amor, adeus.

E aqui está a noite,
a noite começou.
E aqui está sua morte
no coração do seu filho.

E aqui está o amanhecer,
(até que a morte nos separe);
E aqui está sua morte,
no coração da sua filha.

Que todos possam viver,
e que todos possam morrer.
Olá, meu amor,
E, meu amor, adeus.

E aqui está você, apressado,
e aqui está você, já morto;
E aqui está o amor,
sobre o qual tudo se constrói.

Aqui está sua cruz,
seus pregos e monte;
E aqui está seu amor,
que indica pra onde irá

Que todos possam viver,
e que todos possam morrer.
Olá, meu amor,
E, meu amor, adeus.